Galeria Brasil – Brinquedos populares brasileiros
O Museu Vivo reúne brinquedos encontrados em diferentes regiões do Brasil, feitos com madeira,
miriti, sementes, papel, tecido, materiais reaproveitados e tantos outros recursos que a criatividade popular transforma em brinquedo.
São objetos que revelam maneiras de fazer, brincar e inventar, mas também histórias, lugares, materiais e modos de viver.
Clique na imagem para ver os brinquedos ou
role a página para ver vídeos e conhecer alguns artesãos e suas histórias
Encontramos estes registros e os incorporamos ao nosso percurso de pesquisa e conhecimento.
(Vídeos incorporados ao Museu Vivo para fins de divulgação, pesquisa e valorização dos saberes relacionados ao brinquedo popular.)
O vídeo abaixo integra o conjunto de 56 documentários resultantes da primeira fase do Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart), que atua no apoio direto a grupos produtores de artesanato de valor cultural no Brasil. Em Abaetetuba, interior do Pará, o miriti é especialmente importante na confecção dos brinquedos que, tradicionalmente, preenchem e colorem as ruas de Belém nos festejos do Círio de Nazaré, todo mês de outubro.
A produção dos brinquedos de miriti para o Círio de Nossa Senhora de Nazaré é uma tradição que carrega em suas fibras a cultura e a religiosidade do povo paraense. Essa prática, enraizada principalmente no município de Abaetetuba — capital mundial do miriti —, é realizada por artesãos que dedicam o ano inteiro a esculpir, pintar e dar vida a peças que se tornaram símbolos da festividade.
Em 2022, os indígenas Warao, que vivem em Belém e Ananindeua (PA), realizaram um intercâmbio com extrativistas e artesãos do município de Abaetetuba. A atividade foi realizada por artesãs e artesãos Warao e o Instituto Multicultural Miritis da Amazônia (IMMA), com apoio do projeto “Povo das Águas: trabalho, participação e meios de vida”, desenvolvido pelo IEB em parceria Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).
Mamulengos de Miro dos Bonecos
Aos sete anos de idade, Ermírio José da Silva, garoto humilde e filho de agricultor, cresceu na roça e se encantou ao ver, em uma praça na cidade onde mora até hoje, uma das apresentações do Mestre Solon. O mestre, que também teve o município como o cenário onde sua arte foi enraizada, viveu a maior parte da sua vida confeccionando e levando o espetáculo Mamulengo Invenção Brasileira por inúmeros lugares de dentro e fora do Estado.



