| O povo da
região é muito "musical". Os gêneros mais
difundidos no momento são o Brega, a Cúmbia, o Zuki, o
Boi. Há vários grupos de dança, todos com muita
sensualidade. No período em que lá estivemos, estava
acontecendo o 14o Festival Nhá Rin,
comemorando o aniversário da cidade. Estandes,
barraquinhas e um grande palco com arquibancadas foram
construídos numa rua do Agreste. Durante 10 dias houve
apresentações dos grupos da cidade de dança, música,
capoeira, teatro, além de poetas e um concurso de Miss.
Nas barracas muita cerveja, cremes de frutas, vatapá,
tacacá e outras extravagâncias. Por falar em tacacá, não dá pra deixar de falar no tacacá da D. Teresinha. Numa esquina do Agreste, todos os dias esta simpática senhora monta sua mesinha com muito esmero a partir das 16.00 hs. Servida em cuia própria, pintada de preto com desenhos de flores em relevo, a bebida de origem indígena alimenta e esquenta a alma! Uma goma de mandioca vai por baixo. Em seguida vem o tucupí, um caldo extraído da mandioca, bem temperado, depois as folhas de jambú, uma planta que dá uma leve sensação de dormência, formigamento nos lábios, camarão seco (o bom é o que vem do Maranhão) e pimenta a gosto. Sentados num banco de madeira, só faltávamos entrar em êxtase, tomando aquela delícia. Cada um "monta" o seu de acordo com seu gosto: bem tucupí, pouca goma, mais pimenta.... O povo senta, toma seu tacacá e segue seu caminho. D. Teresinha lava com água as cuias em uma bacia de alumínio bem polida e as deixa escorrer emborcadas sobre a mesa. D. Teresinha também serve mingáu, com ou sem canela, o que nós aqui do Rio de Janeiro chamamos de canjica, feita com milho branco, prato típico das nossas festas juninas. Aos sábados ela prepara também o vatapá, outra iguaria. |
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D. Teresinha servindo Tacacá
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