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Deslumbramento. É uma das boas palavras para definir a sensação que a paisagem provoca naqueles que trafegam pela Rodovia BR-101, a Rio-Santos, quando o azul do céu e do mar se confundem sob os raios de sol. Para completar o cenário, as escarpas da Serra do Mar se erguem imponentes e em alguns pontos chegam a desenrolar o tapete de Mata Atlântica até as bordas da praia. Não bastasse, os recortes da orla reservam surpresas a cada curva, com belas e paradisíacas enseadas e ilhas.

 

Caiçaras pescam camarão equilibrados em ubás, canoas de origem indígena feitas da casca ou do tronco das árvores

Casa de pescador com bananeiras, "arranjo"que pontilha a faixa de terra litorânea habitada pela população caiçara

 

Nos quase 500 quilômetros que separam as cidades do Rio de Janeiro e de Santos, a estrada força a passagem entre a serra e o oceano. Nessa região, emparedados pelas íngremes encostas da Serra do Mar e se esparramando pelas ilhas da região, se desenvolveu um dos mais fascinantes grupos sociais brasileiros, os caiçaras, ou os caboclos do litoral – eles também são chamados assim em outros pontos, principalmente no litoral paranaense e no litoral sul de São Paulo.

 

 

Descendentes de índios, negros e portugueses, mas também de piratas espanhóis e franceses que perambularam pelos mares brasileiros, os caiçaras da costa norte paulista e sul fluminense permaneceram distantes do mundo por muitos anos, cultivando maneiras próprias de ver e viver.

 

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