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Hoje, no litoral norte de São Paulo, as famílias caiçaras convivem com migrantes que vieram principalmente do norte de Minas, de Governador Valadares ou Novo Oriente. Restam poucas comunidades tipicamente caiçaras no litoral da Rio-Santos. Estão nas ilhas e praias mais distantes, como nas ilhas de Búzios e Vitória, e numa praia do Bonete, em Ilhabela; na ilha do Montão de Trigo, em São Sebastião; ou na ilha do Araújo, em Paraty. Os caiçaras também vivem nas Unidades de Conservação decretadas pelo Estado, como as comunidades do Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar, em Ubatuba, ou na praia de Trindade, em Paraty, inserida no parque Nacional da Bocaina.

 

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Na luta pela preservação de suas terras, diversas mulheres caiçaras tiveram um importante papel. Dona Luzia do Rio Escuro é uma lenda em Ubatuba. Foi o trabalho incansável dessa caiçara na busca dos direitos possessórios de sua numerosa família - resistindo na terra contra todas as adversidades e adversários - que lhe garantiu, e a seus vizinhos, continuar morando e plantando nas áreas ocupadas por seus ancestrais. Dona Luzia, hoje participante de uma igreja evangélica, defende sua firme posição em defesa da terra:

- Deus não gosta de violência, mas também não gosta de injustiça.

A frase serve para identificar as fronteiras nas quais se desenrola o drama dos caiçaras, essa espécie que, até prova em contrário, caminha para a extinção.

 

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