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As manifestações culturais e religiosas caiçaras sempre foram muito fortes. Até hoje, em Paraty, uma das mais famosas e concorridas festas populares é a do Divino, que acontece na praça principal da cidade durante as comemorações do Pentecostes. Em Ilhabela, durante o "claro de maio", isto é, na lua cheia do mês de maio, quando os pescadores não saem ao mar em busca de sardinha, São Benedito - o patrono dos homens negros - é homenageado com uma congada. Existem ainda numerosos grupos de danças de ciranda, pau-de-fita e quebra-chiquinha nas comunidades mais isoladas.

Homens acompanham em instrumentos artesanais danças como a catira e o fandango, presentes em todo litoral do Estado

Os figurantes dessas manifestações são sempre homens. Na congada, há somente uma figura feminina, a Rainha, geralmente uma adolescente. Para os caiçaras de Ilhabela, a congada é uma forma de reza. Trazida de Portugal, inspira-se na história de Carlos Magno, rei dos francos, e recria a luta entre cristãos e mouros. Segundo os "congos" desse município paulista, "nossa congada ainda está de pé porque não fizemos como o povo de Caraguatatuba ou o do bairro de São Francisco, em São Sebastião, que se exibiu fora da época de louvor a São Benedito".

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